CONVIDADO VITOR SANTANA

 

SHOW INÉDITO

11 de junho (Quinta-feira) – 20h

Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas

Projeto Uma voz, um instrumento

 

Tiê celebra os dez anos do projeto “Uma Voz, Um Instrumento” com show inédito, mesclando grandes sucessos, canções inéditas e homenagem à Angela Ro Ro. Com participação especial de Vitor Santana, a artista sobe ao palco do Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas, no dia 11 de junho, quinta-feira, às 20h, para uma noite de voz e violão. Os ingressos, R$ 40,00 (meia-entrada), encontram-se à venda nas bilheterias do teatro e sympla.   (https://bileto.sympla.com.br/event/120946)

 

A Estética do Intimismo: A identidade artística de Tiê no palco

No palco, munida apenas de seu violão, Tiê costura o passado e o futuro de sua obra: o roteiro inclui desde os sucessos que a consagraram nacionalmente (“Amuleto”, “Mexeu comigo” e “A Noite”), até novíssimas composições presentes no recém-lançado “Esgotada” e no vindouro “Amorosa”. O inédito show, criado para o projeto, ganha contornos de pura emoção com uma seção inteiramente dedicada a homenagear o legado de Angela Ro Ro, e a participação do cantor e compositor Vitor Santana.

Inquieta, Tiê costura o passado e o futuro de sua obra. No repertório, os inevitáveis hits “Amuleto”, “Mexeu comigo” e “A Noite”; e releituras para alguns clássicos: “Romaria” (Renato Teixeira), “Esotérico” (Gilberto Gil) e “Desculpe o Auê” (Rita Lee e Roberto de Carvalho). Da nova safra de canções, presentes no elogiado “Esgotada”, estão “Ainda” (Adriano Cintra e Bárbara Ohana), as parcerias com Adriana Calcanhotto (“Atitude”), Thomas Roth (“Tempo pra mim”) e André Whoong (“Tanto Faz”).

No jornalismo cultural, é comum associar a força de um espetáculo à grandiosidade de sua cenografia ou ao peso de sua instrumentação. No entanto, a trajetória da cantora e compositora paulistana Tiê caminha na contramão do excesso. Desde que surgiu no cenário nacional, no início dos anos 2000, a artista fez da crueza e da proximidade com o ouvinte suas principais ferramentas de trabalho, que se reflete em sua discografia marcada pelo intimismo e por crônicas sinceras sobre o cotidiano, o amor e as vulnerabilidades humanas. Desde o lançamento de seu elogiado álbum de estreia, Sweet Jardim (2009), passando por A Coruja e o Coração (2011), Esmeraldas (2014) e Gaya (2017), ela refinou uma identidade musical única. Suas canções de maior sucesso nacional, como “A Noite” e “Amuleto”, evidenciam sua capacidade de traduzir sentimentos complexos em melodias envolventes e arranjos minimalistas, que dialogam diretamente com a alma do ouvinte.

Diálogo entre Minas e São Paulo: A conexão com o amigo Vitor Santana

“Estou muito feliz em participar desse projeto Uma Voz, um instrumento, ainda mais com um amigo meu, o Vitor Santana. Amo essa cidade, Belo Horizonte, vai ser legal demais.”

Um dos pontos altos e mais aguardados da apresentação do dia 11 de junho é o encontro de Tiê com o cantor, compositor e violonista mineiro Vitor Santana. A escolha do convidado reflete o espírito de intercâmbio e descentralização cultural promovido pelo projeto.  Vitor Santana, uma das figuras proeminentes da rica cena autoral de Belo Horizonte, é amplamente reconhecido por sua sofisticação harmônica e por sua fusão refinada de elementos da MPB clássica, do jazz e de sonoridades de matriz africana e ibérica.

O encontro no palco do Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas promete ser um exercício de cumplicidade artística. O diálogo entre as composições urbanas e doces de Tiê e o violão preciso de Vitor Santana estabelece uma ponte estética entre as cenas musicais de São Paulo e Minas Gerais. Em formato acústico, a fusão de suas vozes e cordas cria um ambiente de texturas acústicas singulares, para além do protocolo de uma participação especial.

O mergulho poético no novo projeto “Esgotada”

O público de Belo Horizonte terá o privilégio de conferir em primeira mão a transposição para os palcos do mais ousado passo artístico de Tiê nos últimos anos: o projeto Esgotada. O trabalho representa uma virada de chave estética e temática em sua carreira. O título, de forte apelo empático, funciona como um espelho dos tempos hiperconectados e ansiosos em que vivemos. Trata-se de um álbum que investiga o esgotamento emocional, as crises existenciais e a necessidade latente de recomeço que marcou a vida da artista no período recente.

Concebido de forma conceitual como um díptico, o projeto iniciou sua jornada pública com o lançamento do álbum Esgotada em maio, servindo como uma antessala poética para o seu sucessor e complemento, o disco Amorosa, planejado para o segundo semestre. No show, as faixas inéditas ganham uma leitura ainda mais dramática e urgente através do formato desplugado. Ao cantar o esvaziamento e a exaustão em um ambiente tão íntimo, Tiê transforma o sentimento de cansaço em uma experiência coletiva de cura e acolhimento através da arte.

O título Esgotada não evoca apenas o cansaço físico, mas funciona como uma metáfora para o transbordamento, o esvaziamento e a purgação de sentimentos acumulados. Tiê mergulha em suas próprias fraturas, transformando angústias, crises de ansiedade, términos e recomeços em matéria-prima poética de alta voltagem. No espetáculo de Belo Horizonte, o público terá o privilégio de testemunhar a transposição ao vivo dessas faixas inéditas.

A tríplice homenagem a Angela Ro Ro

Um dos recortes da edição comemorativa dos dez anos do projeto “Uma voz, um instrumento”, é a homenagem aos artistas que participaram e já faleceram: Angela Maria, Angela Ro Ro, Lô Borges e Luiz Melodia.

Um dos momentos de maior voltagem emocional e relevância histórica do inédito show deverá ser o tributo que Tiê prestará à inesquecível Angela Ro Ro, uma das figuras mais viscerais e transgressoras da Música Popular Brasileira, falecida em setembro de 2025 aos 75 anos. Tiê selecionou três composições fundamentais da lavra de Ro Ro para reinterpretar. Essa escolha cria um curto-circuito estético fascinante: a contenção minimalista de Tiê reinterpretando canções que nasceram sob o signo da urgência, da paixão rasgada e do blues marginal que imortalizou a compositora fluminense.

A homenagem ganha uma camada adicional de relevância histórica devido à profunda ligação de Angela Ro Ro com a trajetória de “Uma voz, um instrumento”. Ao longo da última década, a compositora de “Amor, Meu Grande Amor” ocupou o palco deste mesmo projeto em duas ocasiões emblemáticas. Suas apresentações tornaram-se antológicas pela entrega cênica, pelo humor ácido entre as canções e pela crueza de seu piano e voz blues.  

UMA VOZ, UM INSTRUMENTO DEZ ANOS DEPOIS

Completar uma década de existência contínua no Brasil é uma raridade para qualquer projeto cultural. “Uma voz, um instrumento” alcança esse marco histórico consolidado como um dos mais importantes fóruns de celebração da “canção nua”. Idealizado, produzido e curado de forma minuciosa pelo diretor artístico e produtor cultural Pedrinho Alves Madeira, o projeto estreou em julho de 2016 com uma performance histórica de Zélia Duncan. “Uma voz, um instrumento” é uma realização do Centro Cultural Unimed-BH Minas em parceria com a Alves Madeira Comunicação e Produção.

Realizado no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas — espaço cuja acústica privilegiada se tornou parte da própria identidade do evento —, o projeto estabeleceu um padrão de excelência técnica e ingressos populares que transformou o panorama cultural de Belo Horizonte. O projeto consolidou-se como um dos pilares da agenda cultural mineira ao propor apresentações intimistas, onde a essência da canção é despida de grandes arranjos para realçar o diálogo direto entre o intérprete e seu instrumento.

 

Ao longo desses dez anos o projeto recebeu shows históricos de artistas de envergaduras e estilos diversos: Angela Maria, Zizi Possi, Mônica Salmaso, Almério, Ana Cañas, Roberta Sá, Paulinho Moska, Marcelo Jeneci, Lô Borges, Angela Ro Ro, Tulipa Ruiz, Xênia França, João Donato, Zezé Motta, Arrigo Barnabé, Alice Caymmi, Zé Renato, Edson Cordeiro, Teresa Cristina, Ed Motta, Vânia Bastos, Paulo Miklos e Zé Manoel, entre outros.

 

PROGRAMAÇÃO – UMA VOZ, UM INSTRUMENTO 10 ANOS

26/03 – 20h – Dori Caymmi convida Alice Caymmi – Utopia 56 de Parceria

23/04 – 20h – Otto – Acústico

24/05 -18h – Patrícia Ahmaral convida Sérgio Pererê, Pedro Morais e Marcelo Veronez – Divino Maravilhoso – As parcerias entre Caetano e Gil

11/06 – 20H – TIÊ CONVIDA VITOR SANTANA – AMOROSA E ESGOTADA

23/07 – 20h – Zeca Baleiro & Swami Jr Interpretam Dolores Duran

 

TIÊ – PROJETO UMA VOZ, UM INSTRUMENTO – 10 ANOS

Show: “Amorosa e Esgotada”

Data: 11 de junho (quinta-feira) 

Horário: 20 horas

Local: Centro Cultural Unimed – BH Minas (Rua da Bahia, 2244 – Lourdes)

Ingressos: R$ 80,00 (inteira) / R$ 40,00 (meia), à venda nas bilheterias do teatro e sympla.com.br

(https://bileto.sympla.com.br/event/120946)

 

Classificação: Livre

Outras informações: (31) 3516-1360

minastenisclube.com.br/cultura

Criação, Produção e Comunicação:

Alves Madeira Comunicação e Produção

Realização:

Centro Cultural Unimed-BH Minas


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